Imagem mostra mulher escrevendo em lousa em uma sala de reunião da Blocktime Coworking, enquanto isso, duas pessoas olham para sua direção, acompanhando o que ela escreve.

Novo modelo de coworking: como espaços que se parecem com casa estão redesenhando os ambientes de trabalho

Entenda como o novo modelo de coworking transforma o ambiente de trabalho, fortalece o senso de pertencimento e redefine o coworking em São Paulo O novo modelo de coworking tem sido o ponto de partida de diversas conversas recentes, porque vai muito além de uma mudança estética nos escritórios compartilhados.  Na prática, ele reflete uma

09 de fevereiro de 2026
Imagem mostra mulher escrevendo em lousa em uma sala de reunião da Blocktime Coworking, enquanto isso, duas pessoas olham para sua direção, acompanhando o que ela escreve.

Entenda como o novo modelo de coworking transforma o ambiente de trabalho, fortalece o senso de pertencimento e redefine o coworking em São Paulo

O novo modelo de coworking tem sido o ponto de partida de diversas conversas recentes, porque vai muito além de uma mudança estética nos escritórios compartilhados. 

Na prática, ele reflete uma transformação profunda na forma como nos relacionamos com o trabalho, com o tempo e com os espaços que fazem parte da nossa rotina.

Se antes o coworking era visto principalmente como uma solução funcional: mais flexível, mais acessível e melhor localizada do que o escritório tradicional, hoje ele assume um papel completamente diferente. 

Passa a ser um ambiente de trabalho que acolhe, que estimula conexões reais e que faz as pessoas se sentirem parte de algo. Um espaço que se parece com casa, sem abrir mão da estrutura profissional necessária para trabalhar bem.

Essa mudança não aconteceu por acaso. Ela nasce de um contexto em que o trabalho deixou de ser apenas um endereço fixo para se tornar uma experiência, cada vez mais humana, emocional e integrada à vida.

No artigo de hoje, a Blocktime Coworking traz um olhar aprofundado sobre como o novo modelo de coworking tem redesenhado os ambientes de trabalho flexíveis.

Afinal, a sensação de “se sentir em casa” ganhou protagonismo e  o formato impacta diretamente no bem-estar, produtividade e relações no dia a dia.

Imagem mostra homem dentro de uma sala da Blocktime Coworking. Ele está de costas pra imagem, olhando a rua, numa sala de vidro.

Do escritório tradicional ao novo modelo de coworking

Para entender por que o novo modelo de coworking ganhou tanta força, é preciso olhar rapidamente para o que ficou para trás. 

Durante décadas, o ambiente de trabalho foi desenhado para controle: salas fechadas, pouca luz natural, hierarquias rígidas e layouts padronizados.

O problema é que esse modelo começou a entrar em conflito com a forma como as pessoas realmente trabalham e vivem hoje. 

Dados da Gallup mostram que apenas 23% dos profissionais no mundo se sentem engajados no trabalho, enquanto 59% se dizem emocionalmente desconectados.

Esse cenário abriu espaço para novas perguntas e, com elas, novas soluções. Se o escritório tradicional não responde mais às necessidades atuais, que tipo de ambiente de trabalho faz sentido? É nesse ponto que o coworking evolui e deixa de ser apenas compartilhado para se tornar significativo.

Por que o novo modelo de coworking se consolidou no pós-pandemia

A pandemia não criou o novo modelo de coworking, mas acelerou drasticamente sua consolidação. O trabalho remoto mostrou que produtividade não depende de controle rígido, mas de autonomia, confiança e boas condições de trabalho.

Segundo a McKinsey, 87% das pessoas que podem trabalhar remotamente preferem modelos híbridos. Ou seja, o desejo não é abandonar o presencial, mas ressignificá-lo.

No entanto, o home office também revelou limites importantes: isolamento, dificuldade de concentração, sobreposição entre vida pessoal e profissional e uma sensação constante de que o trabalho nunca termina. 

Assim, surge uma demanda clara por ambientes de trabalho flexíveis que ofereçam estrutura sem rigidez e convivência sem excesso.

É exatamente aí que o novo modelo de coworking se posiciona como solução intermediária e muito mais equilibrada.

Novo modelo de coworking: menos escritório, mais casa

À medida que essa demanda cresce, o coworking passa por uma transformação conceitual. O novo modelo de coworking abandona a estética corporativa tradicional e se aproxima do universo residencial: sofás confortáveis, iluminação natural, cozinhas compartilhadas, plantas, silêncio quando necessário e conversas espontâneas quando fazem sentido.

Essa mudança não é apenas estética. Dados do Leesman Index, ambientes de trabalho com características mais humanas e acolhedoras aumentam em até 20% a percepção de bem-estar e em 15% a produtividade percebida pelos usuários.

Ao criar um espaço que lembra casa, o coworking passa a atuar diretamente na qualidade da experiência de trabalho. E isso nos leva a um ponto fundamental: bem-estar não é irrelevante, é parte da estratégia.

A relação entre novo modelo de coworking e saúde mental

Quando falamos em ambiente de trabalho hoje, é impossível ignorar a saúde mental. A Organização Mundial da Saúde estima que depressão e ansiedade geram uma perda de cerca de US$ 1 trilhão por ano em produtividade no mundo.

Ambientes frios, impessoais e excessivamente controlados tendem a intensificar esse problema. Já o novo modelo de coworking atua no sentido oposto: reduz o estresse, estimula conexões humanas e cria uma sensação de segurança emocional.

Uma pesquisa da Instant Offices mostrou que 85% das pessoas que trabalham em coworking relatam melhora no bem-estar e 84% afirmam sentir menos estresse no dia a dia.

Ou seja, o ambiente de trabalho deixa de ser apenas funcional e passa a ser também um espaço de cuidado.

Novo modelo de coworking e o senso de pertencimento

Bem-estar e pertencimento caminham juntos. E esse é um dos grandes diferenciais do novo modelo de coworking: ele não oferece apenas uma mesa, mas uma comunidade.

De acordo com a Harvard Business Review, profissionais que sentem pertencimento no trabalho apresentam 56% mais engajamento, 50% menos rotatividade e 75% menos afastamentos por doença.

Essa sensação não surge por acaso. Ela é construída por meio de pequenos detalhes: rituais, encontros informais, convivência natural e espaços pensados para troca, sem forçar networking, sem excessos.

Assim, o coworking se transforma em um ambiente de trabalho vivo, onde as relações acontecem de forma orgânica, como acontece em casa.

Imagem mostra homem e mulher sentados em um sofá em um ambiente de coworking, trabalhando.

Coworking em São Paulo e a evolução dos ambientes de trabalho flexíveis

Quando olhamos para o cenário de coworking em São Paulo, a evolução dos ambientes de trabalho flexíveis fica ainda mais clara e estratégica. A cidade não apenas acompanha essa transformação: ela lidera.

De acordo com levantamento publicado pelo NeoFeed, São Paulo é hoje a cidade com o maior número de coworkings do mundo, ultrapassando grandes centros globais e consolidando-se como um verdadeiro hub de trabalho flexível. 

O movimento é impulsionado, inclusive, pela forte demanda de empresas estrangeiras, com destaque para duas grandes companhias chinesas, que vêm puxando a expansão desses espaços e reforçando o modelo híbrido como padrão de operação.

Esse crescimento revela algo importante: não se trata apenas de quantidade de endereços disponíveis, mas de uma mudança profunda na forma como o trabalho presencial é pensado. 

Em São Paulo, o coworking deixa de ser alternativa pontual e passa a ocupar um papel central na estratégia de empresas, profissionais autônomos, startups e times distribuídos.

Nesse contexto, o novo modelo de coworking ganha ainda mais relevância. Ele não disputa apenas preço ou metragem, mas experiência, pertencimento e qualidade do ambiente de trabalho. 

O espaço físico deixa de ser um simples local de passagem e passa a influenciar diretamente produtividade, bem-estar e a forma como as pessoas se relacionam com o trabalho no dia a dia.

Quando o novo modelo de coworking vira casa: a experiência da Blocktime

Dentro desse cenário, a Blocktime Coworking traduz esse novo modelo de coworking de forma muito clara: aqui, o ambiente de trabalho é pensado para acolher.

A Blocktime funciona como uma casa onde o trabalho acontece com leveza. O café vira ponto de encontro, os lounges convidam à pausa, as salas respeitam o foco e a convivência acontece sem pressa. 

Não é sobre ocupar um espaço, é sobre pertencer a ele. Esse é o diferencial do novo modelo de coworking: ele entende que trabalhar bem passa, antes de tudo, por se sentir bem.

O futuro dos ambientes de trabalho passa por se sentir em casa

O futuro do trabalho não será definido apenas por tecnologia ou flexibilidade contratual. Ele será definido pela capacidade de criar ambientes de trabalho mais humanos, integrados e acolhedores.

O novo modelo de coworking aponta esse caminho ao unir estrutura profissional, convivência, bem-estar e a sensação de estar em casa, mesmo fora dela.

Se você quer continuar explorando reflexões, dados e tendências sobre trabalho, flexibilidade e novos ambientes profissionais, acompanhe os conteúdos do blog da Blocktime. 

E, quando quiser, venha viver essa experiência de perto. Um café está sempre esperando por você. Até a próxima!

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João Marcos Guirau

Graduado em Arquitetura e Urbanismo pelo SENAC SP, é fundador da Blocktime Coworking e sócio do grupo Blocktime, referência em operação e otimização de escritórios. Entusiasta da economia compartilhada, participa ativamente de grupos relacionados ao tema e adquiriu conhecimento e expertise em arquitetura e design para coworkings, sendo responsável pela gestão operacional dos espaços. Atua, desde 2015 como organizador do Encontro Coworking Brasil e apoiador de muitas das iniciativas relacionadas a este universo, está sempre buscando mais conhecimento sobre novas formas de trabalho, participando frequentemente de conferências internacionais sobre o tema.

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